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Estratégia22 de julho de 20265 min de leitura

Grupos de brasileiros no Facebook: como usar sem virar spam

Os grupos da comunidade continuam trazendo cliente, mas quase todo mundo usa do jeito que menos funciona. A diferença entre ser ignorado e ser indicado cabe em três hábitos.

Grupos de brasileiros no Facebook: como usar sem virar spam

Toda cidade americana com comunidade brasileira tem os seus grupos: "Brasileiros em Orlando", "Brasileiras em Boston", "Vagas e serviços em Miami". Alguns passam de cem mil pessoas. Para muita gente que começou por aqui, foi de lá que veio o primeiro cliente.

E continua vindo. A gente não está entre os que torcem o nariz para grupo de Facebook achando que é coisa ultrapassada. O problema não é o canal, é o uso. Quase todo mundo usa o grupo do jeito que dá menos resultado, e depois conclui que grupo não funciona.

Por que a sua mensagem some no meio das outras

Faz um teste. Procure no grupo da sua cidade um pedido de indicação do seu serviço. Vai encontrar o mesmo padrão sempre: alguém pergunta "indicam uma empresa de limpeza?" e embaixo aparecem trinta comentários iguais, "faço, chama no privado", "sou eu, mandei mensagem", "tenho disponibilidade".

Coloque-se no lugar de quem perguntou. Trinta pessoas idênticas, nenhuma informação para escolher, todas desconhecidas. O que essa pessoa faz? Ignora a maioria e vai atrás de duas: a que foi indicada por outra pessoa e a que ela já viu no grupo antes.

É aí que está o jogo todo. Não em responder mais rápido que os outros trinta, e sim em ser a pessoa que já é conhecida quando o pedido aparece.

Hábito 1: aparecer antes de precisar

Quem só surge no grupo quando tem alguém pedindo serviço é vendedor. Quem participa do grupo é vizinho. Vizinho vende muito mais.

Participar não exige tempo nenhum, exige regularidade. Responder uma dúvida que você domina, comentar numa conversa da comunidade, dar uma dica prática sem pedir nada em troca. Duas ou três vezes por semana, dez minutos.

Um exemplo que a gente gosta de dar: se você trabalha com limpeza e alguém pergunta como tirar mancha de gordura de bancada de quartzo, responda de verdade, com a marca do produto e o modo de usar. Você não vendeu nada naquele comentário, e é exatamente por isso que funciona. Da próxima vez que aparecer um pedido de indicação, tem gente que lembra do seu nome, e não porque você se ofereceu.

Hábito 2: fazer com que outros falem por você

Ser citado por terceiro vale dez vezes mais do que se oferecer. É a versão digital do boca a boca, e ninguém precisa acreditar em você, porque quem está falando é a vizinha.

Isso não acontece por acaso, mas também não é manipulação. É consequência de duas coisas simples: fazer um trabalho que a pessoa quer contar para os outros, e lembrar de pedir. Quando terminar um serviço com um cliente que também é do grupo, vale dizer que, se alguém por lá perguntar, você agradece a lembrança. As pessoas não pensam nisso sozinhas, mas quase sempre topam quando são lembradas.

Cliente satisfeito que não sabe que você quer indicação simplesmente não indica.

Hábito 3: quando for se oferecer, dar motivo para escolherem você

Chega a hora de responder um pedido de indicação, e aí vale caprichar, porque é o momento em que você compete de frente com trinta pessoas.

Compare as duas respostas. A primeira: "faço, chama no privado". A segunda: "Boa tarde, Ana. Trabalho com limpeza residencial em Pompano e região, tenho disponibilidade nas terças e quintas. Meu perfil no Google tem as avaliações e algumas fotos de trabalhos recentes, é só olhar e ver se combina com o que você procura, o link está aqui."

A segunda dá nome, região, disponibilidade e prova. E o mais importante: manda a pessoa para um lugar onde outras pessoas já falaram bem de você. Se você ainda não tem esse lugar, comece por ele, porque é o que sustenta tudo. Está tudo em Google Meu Negócio para brasileiros nos EUA e em como pedir e responder avaliações.

O que não fazer, para não queimar o seu nome

Algumas coisas afastam cliente e a gente vê acontecendo toda semana.

Postar o mesmo texto promocional de dois em dois dias, com um monte de emoji e caixa alta, é a forma mais rápida de o grupo te ignorar e o administrador te tirar de lá.

Entrar em confusão também custa caro, e essa dói. Discussão de política, ironia com concorrente, resposta atravessada em comentário. O grupo inteiro está lendo, e vira memória duradoura. Já vimos negócio pequeno perder tração na comunidade por causa de uma briga boba num post.

E tem a briga de preço no comentário. Quando alguém escreve "faço por 80", o instinto é responder "faço por 70". Esse caminho não termina bem para ninguém, e ainda ensina o grupo inteiro a comprar você pelo preço. Prefira mostrar o que está incluído no seu serviço.

O limite honesto dos grupos

Agora a parte que a gente precisa dizer, porque é o que separa negócio que estagnou de negócio que cresceu.

Grupo é ótimo para começar e péssimo para depender. Dois motivos. O primeiro é que o alcance não é seu: o Facebook decide quem vê, o administrador decide as regras, e um dia o grupo muda ou esvazia. O segundo é mais importante: o grupo é quase todo brasileiro, e o cliente brasileiro tende a pechinchar mais.

O cliente americano, que costuma pagar melhor e cobrar menos desconto, não está no grupo. Ele está no Google, digitando o seu serviço com o nome da cidade. Por isso a nossa recomendação é sempre a mesma: use o grupo para os primeiros clientes e para as primeiras avaliações, e vá construindo em paralelo a presença que traz o cliente que não te conhece. O caminho completo está no guia de como conseguir clientes nos Estados Unidos.

Uma rotina de dez minutos por dia

Para fechar com algo prático, é assim que a gente recomendaria começar. Escolha dois ou três grupos que realmente sejam da sua região, não vinte. Responda uma dúvida por dia dentro do que você domina. Uma vez por semana, poste algo que mostre serviço acontecendo, com foto real e sem discurso de venda. E acompanhe os pedidos de indicação para responder bem os que forem seus.

Em um mês você deixa de ser mais um perfil que aparece só para vender e vira o nome que as pessoas lembram. Custa dez minutos e não custa dinheiro nenhum.

Se quiser, a gente pode olhar como o seu negócio aparece hoje para quem procura na sua cidade, no Google e nas redes, e apontar o que está travando a indicação. A análise é gratuita.

Quer aplicar isso no seu negócio?

A gente monta um panorama do seu marketing e mostra o próximo passo. A primeira análise é gratuita.